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Thursday, June 01, 2006

Parceria combate malária em aldeias indígenas


Por Malu Lima e Djane Libório

Para combater à malária em áreas indígenas localizadas no interior do Estado, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), assinaram um acordo no último dia 26 de maio, para viabilizar ações nos municípios onde existem aldeias indígenas expostas à doença.

O objetivo é estender para essas localidades as atividades de rotina estabelecidas pelo plano estadual de controle da malária, e garantir a sustentabilidade do trabalho, que gerou em 2006, uma redução de 30% dos casos da doença em todo o Estado.
De acordo com o diretor presidente da FVS, Evandro Melo, a programação das ações de campo já está fechada e contará com a borrifação intradomiciliar, fumacê, e monitoramento da densidade vetorial em 658 aldeias, que estão distribuídas em 25 municípios do interior.

Nesses municípios onde estão localizadas as aldeias indígenas que serão observadas pelo trabalho da FVS, foram registrados, de janeiro a maio deste ano, 13 mil casos de malária (27% do total de casos do Estado). Destes, cerca de 20% (2,8 mil) ocorreram entre indígenas.

Durante a assinatura do acordo, Evandro Melo destacou que em alguns municípios a participação de casos de malária em indígena é superior a 80% dos registros totais. Esse é o caso de Tabatinga, onde a população indígena representou nestes primeiros meses do ano, 95,5% dos casos registrados. Em Atalaia do Norte, Itamarati e São Paulo de Olivença, a participação de casos entre índios foi acima de 83%. Em Santa Izabel do Rio Negro, foi de 72,5%. Nos demais, a participação foi menor, variando entre 50% e 5%.

O coordenador regional da Funasa, Francisco José Ayres, disse que sem a participação do Governo do Estado não seria possível alcançar todas as áreas indígenas com risco de transmissão de malária, a maioria delas localizadas em locais remotos e de difícil acesso.
Para viabilizar a realização do trabalho até o final de 2006, a Funasa irá repassar à Fundação de Vigilância em Saúde e às prefeituras, cerca de R$ 535 mil. O acesso a 100% das aldeias mapeadas como prioritárias para o controle da malária será feito via fluvial.

Malária reduz

Desde o último trimestre de 2005 os números da malária vêm caindo no Amazonas. No Estado, de janeiro a abril deste ano, a redução no número de casos foi de 30% em relação ao mesmo período do ano passado, o que significa que 20 mil pessoas deixaram de adoecer por malária. Em Manaus, a redução chegou a 46,3%, com 11 mil casos a menos que o registrado no primeiro quadrimestre de 2006.

Embrapa criou a soja doce

Por Roger Campos e Walter Junio

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ( Embrapa ) após 12 anos de pesquisa , lançou a cultivar BRS 267 , de sabor suave e adocicado. A nova experiência é fruto do cruzamento genético simples, sem uso da biotecnologia.

Segundo a pesquisadora Mercedes Panizzi, a BRS 267 é voltada para o nicho específico de soja orgânica e indústrias de produtos à base de soja. “Nosso principal objetivo é a melhoria do sabor, é mais doce do que as outras variedades porque conseguimos cruzar várias plantas com características desejáveis, com maior teor de sacarose e de ácido glutamínico, que melhoram o sabor da soja” explica Panizzi.

A Embrapa Soja ( Unidade de Pesquisa em Soja ), por meio do melhoramento genético tradicional, já lançou cinco cultivares específicas para a alimentação humana, que podem ser produzidas em sistemas orgânico ou convencional. “A Embrapa Soja tem procurado estimular diferentes linhas de pesquisa que atendam aos nichos de mercado demandados pela sociedade. Por isso, o desenvolvimento de cultivares convencionais para alimentação, adequadas para serem produzidas em sistema orgânico, tem sido nossas prioridades”, ressalta a chefe geral da Embrapa Soja, Vânia Castiglione.

A variedade está em fase de aprovação no Ministério da Agricultura e será posta à disposição dos produtores a partir do segundo semestre deste ano. A multiplicação de sementes é feita por produtores associados à Fundação Meridional de Apoio à Pesquisa, no Paraná; um dos parceiros na pesquisa. O preço da soja doce será o mesmo da soja tradicional.

Mais cultivares

Nos últimos dez anos, a Embrapa desenvolveu outras cultivares convencionais – sem o uso da biotecnologia – específicas para alimentação, entre elas as BRS 213, BRS 257, de ciclo curto , cuja principal característica é a ausência de lipoxigenases, enzimas que conferem gosto semelhante ao de feijão cru à soja.

Outras cultivares com a mesma proposta são a BRS 258, de sementes grandes e hilo claro; a BRS 155, com baixo teor inibidor de tripsina( fator antinutricional que interfere na digestão de proteínas), e a BRS 216, de grãos pequenos (100 sementes pesam dez gramas), ideal para a produção de natto – alimento fermentado usado no Japão e para produção de brotos.

Manaus um trânsito sem respeito



Por
Josiane Fróes


Assim como na maioria das capitais brasileiras o trânsito em Manaus está cada dia pior, ruas congestionadas, acidentes, motoristas despreparados e até os pedestres contribuem para uma situação quase incontrolável. No meio de tudo isso, os motoristas que enfrentam essa maratona diária sofrem com esses fatores negativos que podem significar pontos a menos no seu placar de qualidade de vida.

Entre os vários motivos que desgastam o motorista, destacam-se o excesso de veículos, a poluição sonora provocada por motores e buzinas, a imprudência de todos os lados. Tudo isso transforma a ida e volta de casa para o trabalho numa verdadeira jornada em que ninguém pode prever o final.

Quem é imprudente no trânsito além de cometer crime conforme a legislação pode custar o carro. Para alguns é o preço de uma multa de radar ou talvez alguns pontos na carteira, impossibilitando o cidadão em dirigir pelo menos dois ou três meses. De outro lado temos aquelas pessoas que já sofreram graves acidentes no trânsito e por conta disso ficaram com seqüelas, nestes casos, elas só tem uma resposta, que implicará no resto de suas vidas, além dos gastos que é são de pelo menos R$1.500,00 o qual pode ser bem maior, dependendo de cada situação.

Manaus tem 315.448 mil em sua frota total veículos, foram 61 mortes só nos primeiros três meses deste ano. A irresponsabilidade ao volante e a falta de leis mais rígidas contribuem para o grande número de vítimas e para a impunidade.

Apesar de existirem regras, leis, códigos e até normas de condutas para controlar o trânsito como, por exemplo: os semáforos, faixas de pedestres, placas de sinalização, entre outros, o que se percebe nas ruas são pessoas que talvez até por impulso acabam infringindo todas essas leis indo muitas vezes além de seus limites.

Um bom exemplo disso é o que acontece nos horários de pico quando os cruzamentos se fecham nessa hora a presença do egoísmo é clara, onde a maioria dos motoristas só pensa neles próprios e em mais nada. Para a gerente de loja Tarciane Araújo uma das piores situações no trânsito ocorre nos viadutos. “Ficar parado dentro de um carro num viaduto é uma tortura, sempre fico tensa e com vontade de sair do carro e ir andando” diz a gerente.

Para uma possível solução, os especialistas afirmam que o ideal é tentar usar bem o tempo perdido no trânsito, evitando aumentar o estado de tensão, buscando fazer desde exercícios de respiração, meditação e até pequenas alterações no comportamento psicológico.



Dicas para um bom motorista:

> Conheça as leis do trânsito.
> Não dirija cansado, sob efeito de álcool e drogas.
> Tome decisões corretas com rapidez nas situações de perigo.
> Use sempre cinto de segurança.
> Mantenha seu veículo sempre em boas condições de funcionamento.
> Faça a previsão da possibilidade de acidentes e seja capaz de evitá-los.

Demora e falta de ônibus



Por
Clédia Leyna e Ariedna Lobato

Manaus dispõe atualmente de cerca de 1.200 veículos, mas mesmo com a chegada de novos ônibus o transporte coletivo de Manaus ainda não atende às necessidades de seus usuários, que ainda reclamam do tempo de espera e das condições precárias de alguns ônibus. O problema é mais sentido por aqueles que necessitam se locomover diariamente para lugares mais distantes, e em linhas como 350, 440, 447, 316 e 320.

A empregada doméstica Maria Vicente da Silva, relatou que geralmente espera cerca de 2 horas na parada de ônibus da linha 103 no bairro da Glória, devido à demora ela sempre chega atrasada em seu trabalho, no bairro do Crespo. “É um absurdo deveria ter mais ônibus no bairro. Do jeito que está, perdemos muito tempo”, afirmou.

A mesma situação acontece com a estagiária de jornalismo da empresa FUNASA, a qual não quer se identificar. “Gostaria que o Secretário de Transporte tomasse uma providência para solucionar este problema, pois do jeito que está não pode continuar” reivindicou.

Esta situação também é vivida pela dona de casa Leonor Souza, 47. Ela contou que a espera pela linha 103 também pode chegar a duas horas. “Além de esperarmos mais de uma hora na parada, o motorista muitas vezes não pára no ponto, pois o ônibus costuma estar lotado. Isso nos deixa desmotivados, pois acreditamos que o cenário nunca vai mudar”, desabafou.

A média de usuários que utilizam o transporte coletivo na capital é de 120 milhões por mês. A frota disponibilizada pelas empresas de Manaus, por outro lado, é de 1.453 veículos. Mas, o Diretor presidente Tsuyoshi Miyamoto, avalia que, com a chegada de novos veículos, será possível que o sistema funcione sem transtornos.